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100 Dias | Saúde reabre hospitais e realiza mais de 100 mil atendimentos

Por em 10/04/2017
É sabido por toda a população os desafios que seriam enfrentados pelo novo governo, especialmente na Saúde. O caos ganhou ares de drama, já que pelo menos três das principais unidades hospitalares de Cabo Frio estavam fechadas aos moradores. Em 100 dias, a Prefeitura reabriu o Hospital da Mulher e o Centro de Saúde Oswaldo Cruz, que ficaram fechados por dois meses; e o Hospital do Jardim Esperança, que ficou sem funcionar por noventa dias. Atualmente, as unidades de saúde da cidade estão com os serviços normalizados e já superam a marca de 100 mil atendimentos.
 
“A realidade da saúde pública em Cabo Frio estava crítica e em três meses foram abertas várias unidades que estavam fechadas sem condições de trabalho. Tivemos que organizar as finanças e colocá-las em funcionamento. Já alcançamos um grande avanço e buscamos um reconhecimento no Ministério da Saúde e da Secretaria do Estado”, destacou o secretário de Saúde, Roberto Barroso Pillar.

Segundo ele, a nova gestão tem se esforçado para melhorar a qualidade de vida dos munícipes seguindo as recomendações do Ministério da Saúde ao cumprir rotinas, normas e procedimentos nas unidades. Por meio das Vigilâncias Sanitária e Ambiental, as ações de orientação e prevenção contra as arboviroses tem sido significativas.

Juntos, Hospital da Mulher e Centro de Saúde
Oswaldo Cruz fazem mais de 9 mil atendimentos

Em três meses, o Hospital Municipal da Mulher realizou  3.800 atendimentos. A unidade, que estava de portas fechadas à população desde novembro de 2016 e voltou a funcionar em 1° de janeiro deste ano, registrou até o momento 914 internações, 238 partos normais e 270 partos cesárias. O hospital oferece ainda especialidades como o procedimento de histeroscopia e cirurgia de otorrino infantil.

O Centro de Saúde Oswaldo Cruz, por sua vez, registrou mais de 5.200 atendimentos. A unidade fica ao lado do Hospital da Mulher, também estava fechada desde novembro do ano passado e foi reaberta ainda na segunda semana de janeiro. O espaço oferece diversas especialidades, mas a procura maior é por pediatria, ginecologia e pré-natal.


Hospital do Jardim, São José Operário e Upa devolvidos à população

A situação no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança, era ainda mais grave. Além de ficar fechado por três meses, não havia equipamento nem profissional, logo foi necessário mais tempo para normalizar a situação e conseguir devolver a unidade à população.

O Setor de Emergências, reaberto em janeiro, promoveu mais de 27.779 atendimentos, enquanto o de Ambulatório, aberto em fevereiro, registra até o momento mais de 4.734 atendimentos. A unidade também oferece serviço de odontologia para adultos e crianças, contabilizando cerca de 500 atendimentos nesse período. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Parque Burle, continua sendo uma das referências em atendimento de emergência e registra, até o momento, mais de 33.130 atendimentos.

O Hospital Municipal São José Operário (HSJO)/Hospital Central de Emergência (HCE), especialista em internação e trauma, realizou mais de 1.500 atendimentos. De acordo com o diretor administrativo, Everson Coelho, a unidade estava funcionando de forma precária.

“Agora o hospital está limpo e iluminado. Era complicado para os profissionais trabalharem. Antes quase não havia paciente, mas hoje a lotação é completa”, comemorou. Segundo ele, só este ano, o HSJO já fez dois procedimentos de captação de órgãos.
 
População de Tamoios com acesso à saúde

Tamoios também passou por grandes mudanças no sistema de saúde e a atuação do atual governo teve que começar praticamente do zero. Tanto a UPA quanto o Hospital do distrito estavam sucateados, com falta de material e de insumos básicos. 

No entanto, com muito trabalho desde o início do novo governo, as duas unidades do distrito voltaram a atender a população. Nesse período, ambas realizaram mais de 30 mil atendimentos. Somente a UPA registrou 23.069 e, no Hospital, foram 8.490 atendimentos, além de 104 internações. 

“Nesses 100 dias conseguimos superar inúmeras dificuldades e enxergar mais claramente nossos desafios. As unidades estão se reestruturando, a fim de que se possa otimizar o atendimento à população de forma eficaz e humanizada. Com o apoio que temos da Secretaria de Saúde temos confiança de que estamos no caminho certo”, assegurou a médica Deiva Motta, chefe das equipes médicas da UPA e do Hospital.

Segundo ela, a receptividade por parte dos pacientes e dos funcionários é um dos indícios de que as mudanças têm sido percebidas, além de ser “gratificante e nos impulsionar a trabalharmos mais em prol da saúde de Tamoios”.

Febre amarela no país acende o alerta 

O período inicial do atual governo também teve o desafio de se organizar para imunizar a população contra a febre amarela. Apesar de Cabo Frio não registrar nenhum caso na cidade, a Secretaria de Saúde estruturou as unidades para oferecer a vacina. Até o momento, foram vacinadas 86.736 mil pessoas e a Saúde Coletiva afirma que após a campanha, que segue orientações da Secretaria de Estado de Saúde e do Ministério da Saúde, a vacina vai entrar para as rotinas dos postos de saúde.