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Prefeitura retoma Área de Proteção Ambiental em Tamoios

Por em 30/06/2017
Agentes das coordenadorias de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários da secretaria de Desenvolvimento passaram toda a quinta-feira (29) na área do Centro Hípico de Tamoios, realizando uma operação para a retomada de uma parcela pertencente à Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João.

O local vem sofrendo forte desmatamento e tem sido alvo de constantes queimadas. Mesmo tendo sido cercado pela Prefeitura, seguindo recomendação do Ministério Público Federal, os grileiros retiraram a cerca e as placas indicativas, iniciando nova invasão.

Os agentes da Prefeitura retiraram várias cercas e demoliram duas casas em início de construção. O secretário de Desenvolvimento, Cláudio Bastos, foi enfático ao dar suporte à operação: “As pessoas que insistem em invadir nossas áreas de proteção podem ter a certeza de que nossos agentes estarão sempre em alerta para evitar mais danos ao meio ambiente. As operações vão continuar. A grilagem de terras é um mal que atinge a todos, principalmente aos menos favorecidos, e estaremos sempre de prontidão para coibi-la”.

O coordenador do Meio Ambiente, Eduardo Pimenta, alerta para as penalidades por invasão de áreas de proteção: “O Ministério Público é que está à frente dos processos, e vem acompanhando de perto, orientando e dando suporte às nossas ações. As Áreas de Proteção Ambiental existem por um motivo, não são um capricho. Elas são importantes para manter o equilíbrio ecológico e beneficiam a todos. Colocá-las em risco é um desserviço à comunidade”, afirmou.

Já o coordenador de Assuntos Fundiários, Luiz Fernando dos Anjos Cardoso, explicou que a legislação dá total suporte às ações, mas que os agentes vêm atuando com muito bom senso nas operações: “É sempre delicado quando precisamos demolir casas, mas só o fazemos após uma análise minuciosa. Se há moradores, não demolimos, apenas notificamos, mas há situações em que os grileiros simulam a moradia ou que as casas estão em fase inicial de construção. Nesses casos, a demolição é imediata”.